Depende, eu acho que a régua deveria ser mais baseada nos resultados e conversão, mas enquanto a IA não aprova eu fico recebendo alterações e mais alterações, acabei com o tempo fazendo pra "agradar o bot"
É tremendamente irritante quando, em grupos de WhatsApp, alguém copia e cola uma resposta do chat gpt para contra argumentar. A conclusão é essa mesma, a pessoa não é capaz de juntar os argumentos e terceiriza a tarefa. Já pedi, em uma ocasião, que a pessoa resumisse em “suas próprias palavras”. Obviamente, não veio nada. Mas sou mais otimista que você: acho que haverá uma seleção natural, quem preservar a capacidade de raciocinar terá uma imensa vantagem comparativa.
Tem um episodio na ultima tmeporada de Black Mirror, que me lembra muito seu texto. “Common People” - vale a pena ver. No episódio, uma mulher recebe um implante cerebral para tratar um problema neurológico, mas o serviço vira modelo de assinatura: quando o casal não paga, o aparelho transforma a fala dela em anúncios e propaganda sem consciência dela. O marido acaba se envolvendo em situações autodestrutivas para conseguir dinheiro e manter o plano ativo.
Isso expõe como tecnologia de ponta pode ser explorada como produto financeiro em vez de cuidado humano. A narrativa critica a mercantilização dos processos mentais e a vulnerabilidade individual diante de modelos de negócio predatórios. MEDOOOOOO
Mais um ótimo texto, hoje com uma pegada apocalíptica negativa, se é que existe essa expressão, e com uma passagem direta para os meus doze anos quando via uma frase pichada no muro do caminho que ligava minha casa até a escola: "O homem é o único inseto q fabrica seu próprio inseticida"
Me impressiona que estamos na era da informação, nunca tivemos tanto acesso a tantos dados. Por outro lado, vivemos na era de menor senso crítico e repertório. A facilidade de acesso à informação aparentemente, atrofia nossa capacidade analítica.
Adorei as provocações, para usar uma palavra da modinha. Mas a questão está lá em Kahneman. A IA é o paraíso dos que se movem pelo Sistema 1. Respostas rápidas, intuitivas, que fazem sentido. Mas, quem realmente quer desafiar a IA. E sem modéstia, eu confronto esses sistemas o tempo todo: corrijo, reviso, confronto, me desafio a pensar além dela. O resultado criativo é espantoso. Porque ela devolve suas perguntas na forma de respostas rápidas, pois use isso como treino e a fustigue com respostas rápidas, e pegue o que ela gerou e faça melhor do que ela. Use o sistema 2. Eu penso na IA como musculação cerebral. Talvez um dia eu chegue no limite. Mas pelo que uso e como uso, esse dia está muito longe.
Em relação a esse efeito colateral (imbecilização do usuário), no Brasil chegou atrasada. Aliás, aqui temos abundância da "antimatéria" da Inteligência Artificial, a Oligofrenia Natural...
Ótimo texto Ricardo, confesso que me identifico muito com a passagem do Waze para a padaria..rsrs. no entanto agora me pego dividido, tem escritórios que não me chamam mais para um modelagem e construção de Business Plan, porque encontraram ferramentas de IA, muita mais velozes.
Li seu texto rindo, lembrando do meu chefe que usa o gpt para aprovar os anúncios que eu faço, meu trabalho é analisado pela IA não pelo meu superior.
Isso é bom ou ruim? A julgar por chefes que eu já tive, eu acharia ótimo.
A julgar pelos chefes que já tive, um border collie seria melhor.
Depende, eu acho que a régua deveria ser mais baseada nos resultados e conversão, mas enquanto a IA não aprova eu fico recebendo alterações e mais alterações, acabei com o tempo fazendo pra "agradar o bot"
É tremendamente irritante quando, em grupos de WhatsApp, alguém copia e cola uma resposta do chat gpt para contra argumentar. A conclusão é essa mesma, a pessoa não é capaz de juntar os argumentos e terceiriza a tarefa. Já pedi, em uma ocasião, que a pessoa resumisse em “suas próprias palavras”. Obviamente, não veio nada. Mas sou mais otimista que você: acho que haverá uma seleção natural, quem preservar a capacidade de raciocinar terá uma imensa vantagem comparativa.
Tem um episodio na ultima tmeporada de Black Mirror, que me lembra muito seu texto. “Common People” - vale a pena ver. No episódio, uma mulher recebe um implante cerebral para tratar um problema neurológico, mas o serviço vira modelo de assinatura: quando o casal não paga, o aparelho transforma a fala dela em anúncios e propaganda sem consciência dela. O marido acaba se envolvendo em situações autodestrutivas para conseguir dinheiro e manter o plano ativo.
Isso expõe como tecnologia de ponta pode ser explorada como produto financeiro em vez de cuidado humano. A narrativa critica a mercantilização dos processos mentais e a vulnerabilidade individual diante de modelos de negócio predatórios. MEDOOOOOO
Também lembrei disso quando eu li esse artigo. 😀
Mais um ótimo texto, hoje com uma pegada apocalíptica negativa, se é que existe essa expressão, e com uma passagem direta para os meus doze anos quando via uma frase pichada no muro do caminho que ligava minha casa até a escola: "O homem é o único inseto q fabrica seu próprio inseticida"
Excelente artigo! Nem sei o que pensar. :-D
William Gibson foi visionário
Me impressiona que estamos na era da informação, nunca tivemos tanto acesso a tantos dados. Por outro lado, vivemos na era de menor senso crítico e repertório. A facilidade de acesso à informação aparentemente, atrofia nossa capacidade analítica.
Adorei as provocações, para usar uma palavra da modinha. Mas a questão está lá em Kahneman. A IA é o paraíso dos que se movem pelo Sistema 1. Respostas rápidas, intuitivas, que fazem sentido. Mas, quem realmente quer desafiar a IA. E sem modéstia, eu confronto esses sistemas o tempo todo: corrijo, reviso, confronto, me desafio a pensar além dela. O resultado criativo é espantoso. Porque ela devolve suas perguntas na forma de respostas rápidas, pois use isso como treino e a fustigue com respostas rápidas, e pegue o que ela gerou e faça melhor do que ela. Use o sistema 2. Eu penso na IA como musculação cerebral. Talvez um dia eu chegue no limite. Mas pelo que uso e como uso, esse dia está muito longe.
Em relação a esse efeito colateral (imbecilização do usuário), no Brasil chegou atrasada. Aliás, aqui temos abundância da "antimatéria" da Inteligência Artificial, a Oligofrenia Natural...
Ótimo texto Ricardo, confesso que me identifico muito com a passagem do Waze para a padaria..rsrs. no entanto agora me pego dividido, tem escritórios que não me chamam mais para um modelagem e construção de Business Plan, porque encontraram ferramentas de IA, muita mais velozes.
Bom enfim:
Penso logo Existo.