6 Comentários
Avatar de User
Avatar de Jacques Meir

Tanto esforço e energia gastos para fazer cinema desimportante e desinteressado de público. Não é atividade nem de diletante. É só parecer estético. Pena. O agente secreto, chancelado pelos gringos, é um filme que tem uma ideia, mas é ruim. O cineasta sabe fazer cinema, só não soube contar essa história. O filme é desconstruído, sem motivação, confuso, com interpretações constrangedoras, salvo a da velhinha que se colocou ela mesma na lente. Porque nossos cineastas querem tomar posição e não contar histórias. Por isso, cedem ao vazio: de sentido, de repercussão, de audiência.

Avatar de Jose Lisboa

Realidade? Só se aprende fazendo e a arte talvez seja o último refúgio laboral da humanidade. Mais incentivo, não menos. Mais tentativa e erro, errar é humano e aprender com os erros é o único caminho.

Avatar de Clarissa Marchelli

A política de cotas é ineficiente, para não dizer um erro de cálculo grosseiro. Mas é uma mentira rude dizer que a crítica cinematográfica brasileira não dá a devida atenção à produção nacional. Um trecho do seu texto desmente a realidade: "Os críticos sérios costumam não falar dos sucessos comerciais reais do cinema nacional. Não escrevem sobre os filmes do Paulo Gustavo, sobre Tropa de Elite, sobre sobre Nada a Perder". Sugiro acompanhar os sites do Instituto Moreira Salles e da Revista piauí, que continuamente prestam o serviço.

É preciso também compreender o cinema não como produto exclusivo de um regime econômico, mas como inserido nesse regime. Para a complexidade do tema, sugiro a leitura de Walter Benjamin, "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica". Talvez assim possamos mitigar a infelicidade da frase "O cinema brasileiro é, provavelmente, a única atividade econômica do país onde o cliente final não é o cliente".

PS: A novela Três Graças acaba de reproduzir uma cena de O Encouraçado Potemkin, de Eisenstein (um cineasta russo da era da União Soviética). Prova do valor intrínseco do cinema, que não responde exclusivamente a uma demanda de mercado.

Avatar de Ricardo Schweitzer

Seu argumento é todo muito bonito, mas desconsidera completamente quem paga a conta - ou seja, apenas reforça os argumentos do texto

Avatar de Clarissa Marchelli

A vida não se paga, não. Que pelo menos haja beleza no mundo. Fica a sugestão do filme “A grande beleza”, de Paolo Sorrentino (2013).

Avatar de Luigi Carro

tudo o que queria ter escrito esta nesta cronica.