9 Comentários
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Avatar de Jacques Meir

Tanto esforço e energia gastos para fazer cinema desimportante e desinteressado de público. Não é atividade nem de diletante. É só parecer estético. Pena. O agente secreto, chancelado pelos gringos, é um filme que tem uma ideia, mas é ruim. O cineasta sabe fazer cinema, só não soube contar essa história. O filme é desconstruído, sem motivação, confuso, com interpretações constrangedoras, salvo a da velhinha que se colocou ela mesma na lente. Porque nossos cineastas querem tomar posição e não contar histórias. Por isso, cedem ao vazio: de sentido, de repercussão, de audiência.

Avatar de Bruno

Achei alguém que achou O Agente Secreto tão ruim quanto eu, eba!

Estava pensando que era o único. Estava pensando que era louco.

Uma história pequena, mal contada, sem propósito, mas .... muito bem dirigida. É um filme bonito e agradável de se assistir, sobre um tema irrelevante.

Avatar de Jose Lisboa

Realidade? Só se aprende fazendo e a arte talvez seja o último refúgio laboral da humanidade. Mais incentivo, não menos. Mais tentativa e erro, errar é humano e aprender com os erros é o único caminho.

Avatar de Clarissa Marchelli

A política de cotas é ineficiente, para não dizer um erro de cálculo grosseiro. Mas é uma mentira rude dizer que a crítica cinematográfica brasileira não dá a devida atenção à produção nacional. Um trecho do seu texto desmente a realidade: "Os críticos sérios costumam não falar dos sucessos comerciais reais do cinema nacional. Não escrevem sobre os filmes do Paulo Gustavo, sobre Tropa de Elite, sobre sobre Nada a Perder". Sugiro acompanhar os sites do Instituto Moreira Salles e da Revista piauí, que continuamente prestam o serviço.

É preciso também compreender o cinema não como produto exclusivo de um regime econômico, mas como inserido nesse regime. Para a complexidade do tema, sugiro a leitura de Walter Benjamin, "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica". Talvez assim possamos mitigar a infelicidade da frase "O cinema brasileiro é, provavelmente, a única atividade econômica do país onde o cliente final não é o cliente".

PS: A novela Três Graças acaba de reproduzir uma cena de O Encouraçado Potemkin, de Eisenstein (um cineasta russo da era da União Soviética). Prova do valor intrínseco do cinema, que não responde exclusivamente a uma demanda de mercado.

Avatar de Ricardo Schweitzer

Seu argumento é todo muito bonito, mas desconsidera completamente quem paga a conta - ou seja, apenas reforça os argumentos do texto

Avatar de Clarissa Marchelli

A vida não se paga, não. Que pelo menos haja beleza no mundo. Fica a sugestão do filme “A grande beleza”, de Paolo Sorrentino (2013).

Avatar de Fábio Santos

Os seriados nacionais no streaming são frutos de cota sim. E são muito bons.

O problema é o formato do cinema. Só o que enche cinema é hype. Qualquer filme de arte vai deixar o Cinemark vazio independente do país.

Pecadores, Martin supreme, uma batalha depois da outra, hamnet e valor sentimental nenhum deles lotou o Cinemark e custaram X vezes o orçamento do agente secreto.

Hoje o Brasil está no cinema, nas séries, nas novelas e está tudo bem. Vamos ter este ano Se eu fosse você 3. Este é o “cinema” ouvindo o público. Vai dar muita bilheteria deixar o Cinemark cheio e os grandes grupos mais ricos.

Segundo o texto esta seria a função social do cinema.

Eu não acho.

Avatar de Bruno

Eu nunca conheci uma pessoa que usasse "função social" sem estar querendo ganhar dinheiro gratuito do estado.

Deixem as pessoas competir livremente por uma fatia da atenção das pessoas. Não existe uma hierarquia moral entre as obras audiovisuais, a demanda é livre para escolher como quer gastar o seu tempo.

A intervenção do Estado nesse mercado resulta em muito dinheiro indo para mão de pessoas incompetentes e uma montanha de tempo administrativo sendo gasta. Desperdício que gera desperdício. Se tem um mercado nesse mundo que funciona muito bem é o mercado de entretenimento.

Avatar de Luigi Carro

tudo o que queria ter escrito esta nesta cronica.