Parece simples: mas quem está disposto a percorrer o caminho quando a chegada está na mão? Não quero ser rei da virtude alheia… sempre me encantei pelo caminho, pelo obstáculo, pela poeira e pela dor de cabeça real (de ficar debruçado sobre um problema até me causar espasmos), e ficar frustrado com a solução.
Mas as pessoas estão muito propensas a terceirizar o caminho e olhar a chegada e o desfecho como bússola eficiente. Não vou considerar quem faz isso um zumbi porque sempre há algum beco que atrai e leva de volta pro caminho. Mas está ficando chato ver exatamente o que você comenta no texto: todo mundo exibindo a mesma resposta, a mesma estética, a estetização da chegada como fruto de suor, quando foi, apenas a preguiça de ir além. E meu falecido irmão estudou latim e disse, há 39 anos, exatamente a mesma coisa sobre a estrutura, o encaixe e o sentido da língua. Obrigado pelo texto.
"E aqui entra o óbvio ululante: se acesso ao conhecimento fosse a variável que importa, esta seria, disparado, a geração mais brilhante da história da humanidade. Nunca existiu nada remotamente parecido." Por favor, mate minha curiosidade, quais seriam as outras variáveis que importa?
Isso foi uma ironia que não captei ou erro de matemática?: “...Eu já confessei o meu medo tanto para humanos quanto para robôs, e ele cabe em cinco palavras: virar um asno que sabe usar IA.”....eu contei 7 palavras (😉)...abraço!!
Eu te acompanho há mais de dez anos, se me lembro bem. Já li textos brilhantes teus. Mas esse superou tudo. De emoldurar e ler todos os dias. Abraço. 🙂
Eu já poderia estar aposentado, mas comecei usar IA no meu trabalho com entusiasmo renovado. Agradeço seu texto que, além de iluminar como navegar no Admirável Mundo Novo da IA com mais proveito, transmitiu mais confiança nos Relatórios produzidos por ti. Parabéns!
adorei o texto. Como professor de Ciência da Computação eu também sou ferrenho usuário de IA, e me preocupo com a falta de raciocínio lógico e perda de habilidades pelo uso continuado da ferramenta. Assim como em outras revoluções tecnológicas (vide eletricidade, internet, etc), alguns vão usá-la muito bem, outros vão só ficar mais preguiçosos.
Mais uma vez um brilhante texto que vai de encontro com o que penso sobre IA. Sou da área de tecnologia e costumo dizer que a definição de IA é: uma linha tênue entre ferramenta e uma fábrica de tapados.
Parece simples: mas quem está disposto a percorrer o caminho quando a chegada está na mão? Não quero ser rei da virtude alheia… sempre me encantei pelo caminho, pelo obstáculo, pela poeira e pela dor de cabeça real (de ficar debruçado sobre um problema até me causar espasmos), e ficar frustrado com a solução.
Mas as pessoas estão muito propensas a terceirizar o caminho e olhar a chegada e o desfecho como bússola eficiente. Não vou considerar quem faz isso um zumbi porque sempre há algum beco que atrai e leva de volta pro caminho. Mas está ficando chato ver exatamente o que você comenta no texto: todo mundo exibindo a mesma resposta, a mesma estética, a estetização da chegada como fruto de suor, quando foi, apenas a preguiça de ir além. E meu falecido irmão estudou latim e disse, há 39 anos, exatamente a mesma coisa sobre a estrutura, o encaixe e o sentido da língua. Obrigado pelo texto.
"E aqui entra o óbvio ululante: se acesso ao conhecimento fosse a variável que importa, esta seria, disparado, a geração mais brilhante da história da humanidade. Nunca existiu nada remotamente parecido." Por favor, mate minha curiosidade, quais seriam as outras variáveis que importa?
Grande Ricardo,
Isso foi uma ironia que não captei ou erro de matemática?: “...Eu já confessei o meu medo tanto para humanos quanto para robôs, e ele cabe em cinco palavras: virar um asno que sabe usar IA.”....eu contei 7 palavras (😉)...abraço!!
Eu te acompanho há mais de dez anos, se me lembro bem. Já li textos brilhantes teus. Mas esse superou tudo. De emoldurar e ler todos os dias. Abraço. 🙂
Eu já poderia estar aposentado, mas comecei usar IA no meu trabalho com entusiasmo renovado. Agradeço seu texto que, além de iluminar como navegar no Admirável Mundo Novo da IA com mais proveito, transmitiu mais confiança nos Relatórios produzidos por ti. Parabéns!
adorei o texto. Como professor de Ciência da Computação eu também sou ferrenho usuário de IA, e me preocupo com a falta de raciocínio lógico e perda de habilidades pelo uso continuado da ferramenta. Assim como em outras revoluções tecnológicas (vide eletricidade, internet, etc), alguns vão usá-la muito bem, outros vão só ficar mais preguiçosos.
Mais uma vez um brilhante texto que vai de encontro com o que penso sobre IA. Sou da área de tecnologia e costumo dizer que a definição de IA é: uma linha tênue entre ferramenta e uma fábrica de tapados.